Conteúdo

O que é análise de causa?

A análise de causa é um processo utilizado para identificar os fatores que contribuíram para a ocorrência de um evento, buscando compreender não apenas o que aconteceu, mas por que aconteceu.

Na Segurança do Trabalho, ela é usada na investigação de acidentes e incidentes, para que as ações tratem as causas do evento e não apenas o seu resultado.

Três métodos comuns e quando usar cada um

5 Porquês

Como funciona:
Perguntar “por quê?” repetidamente, a partir do problema, até chegar a uma causa que possa ser tratada. O número cinco é uma referência, não uma regra.
Quando usar:
Problemas mais simples, com uma cadeia de causas relativamente direta.
Limitação:
Pode simplificar demais eventos em que várias causas atuam ao mesmo tempo.

Diagrama de Ishikawa (6M)

Como funciona:
Organiza as causas possíveis de um problema em categorias. Nos 6M: método, máquina, mão de obra, material, meio ambiente e medição.
Quando usar:
Levantamento de hipóteses em grupo, quando é preciso enxergar causas de várias origens.
Limitação:
Mostra causas possíveis; cada uma ainda precisa ser confirmada com evidências.

Árvore de Causas

Como funciona:
Reconstrói o acidente como um encadeamento de fatos, partindo do evento final e perguntando o que foi necessário para que ele ocorresse. Método de origem francesa, muito usado em análise de acidentes de trabalho.
Quando usar:
Acidentes com múltiplos fatores, em que é importante mostrar como os fatos se conectam.
Limitação:
Exige coleta cuidadosa de fatos e mais tempo de análise do que os 5 Porquês.

Passo a passo de uma análise de causa

  1. Registre os fatos e preserve as evidências (o que aconteceu, quando, onde, quem estava envolvido).
  2. Escolha o método mais adequado à complexidade do evento.
  3. Identifique as causas, separando fatos de suposições.
  4. Valide cada causa: ela explica o evento? Se fosse eliminada, o evento teria sido evitado?
  5. Defina ações para tratar as causas, com responsáveis e prazos.
  6. Acompanhe a execução das ações e verifique se elas funcionaram.

Erros comuns

  • Parar em “falha humana” sem perguntar o que levou à falha.
  • Investigar para achar um culpado, em vez de entender o que aconteceu.
  • Registrar causas sem evidências que as sustentem.
  • Tratar só o sintoma e não as causas do evento.

Quer estruturar sua análise em uma ferramenta?

Ferramenta offline de investigação de causa raiz, com Árvore de Causas, 5 Porquês e Ishikawa (6M). Assistente guiado, exemplos prontos e relatório em PDF.

Conhecer o ACR Pro

Continue lendo

Ver a central de conteúdos

Perguntas frequentes

O que é o método dos 5 Porquês?

É uma técnica de análise de causa em que se pergunta “por quê?” repetidamente a partir do problema, até chegar a uma causa que possa ser tratada. Está associado ao Sistema Toyota de Produção.

Como fazer uma análise de causa?

Registre os fatos e evidências, escolha um método (5 Porquês, Ishikawa ou Árvore de Causas), identifique e valide as causas, defina ações e acompanhe se elas funcionaram.

Quando usar o diagrama de Ishikawa?

Quando é preciso levantar, em grupo, causas possíveis de um problema em várias categorias (como método, máquina, mão de obra, material, meio ambiente e medição). As causas levantadas ainda precisam ser confirmadas com evidências.

Qual a diferença entre Ishikawa e 5 Porquês?

O 5 Porquês segue uma linha de causa, aprofundando o “por quê?” passo a passo. O Ishikawa abre o problema em categorias de causas possíveis. Os dois podem ser usados juntos.

O que é Árvore de Causas?

É um método que representa o acidente como um encadeamento de fatos, partindo do evento final e identificando o que foi necessário para que ele ocorresse. Mostra que acidentes costumam ter várias causas conectadas.

Quais ferramentas ajudam na investigação de acidentes?

Além de papel e planilhas, existem ferramentas digitais específicas, como o ACR Pro da Segurize360, que reúne Árvore de Causas, 5 Porquês e Ishikawa (6M) em um assistente guiado com relatório em PDF.

Conteúdo educativo, publicado pela Segurize360. Não substitui a atuação de profissional habilitado em Segurança do Trabalho.